10 de ago. de 2020

NÁSSARA 100 ANOS




Exposição NÁSSARA, em 2010, com curadoria de Jorge de Salles e José Roberto Graúna,

Cartaz da exposição sobre Futebol no Humor, em 1994, nos Correios, curadoria também do incansável Jorge de Salles.

Abaixo vejam texto de José Roberto Graúna sobre a última exposição que teve participação de Jorge, que irá ser inaugurada agora dia 14-12-2010. Abaixo também vêem o endereço do blog do GRAÚNA, com todas as informações sobre JORGE DE SALLES, falecido agora em novembro.
 
"Se você é desenhista, ilustrador, cartunista, caricaturista, desenhista de histórias em quadrinhos, roteirista, jornalista, pesquisador ou se é fã do humor gráfico brasileiro, não pode deixar de prestigiar a exposição “Nássara 100 Anos”, cuja inauguração está marcada para o próximo dia 14 de dezembro, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia (Rio de Janeiro).

Iniciei, numa parceria com o Jorge de Salles, o planejamento desta exposição há mais de dois anos, e o resultado do acervo a ser exibido trata-se, com certeza, de uma das mais significativas coleções de desenhos originais de Nássara, um dos nossos maiores caricaturistas e compositores em todos os tempos.

Todos sabem que o Jorge de Salles faleceu em novembro e que este evento é o último planejado por ele. Portanto, é uma oportunidade única de prestigiar o esforço de um artista apaixonado pelas artes brasileiras, especialmente pelo humor gráfico nacional.

Não deixem de ir, ou melhor: É proibido faltar! É praticamente o último evento de humor gráfico do ano. Vamos fechar 2010 com chave de ouro e homenagear Nássara e Jorge de Salles. Conto com a presença de todos vocês!

Importante pedir aos nobres colegas que ajudem a divulgar esta exposição enviando o convite em anexo para seus amigos e colegas de profissão, além de incluir notas sobre o evento em seus blogs e sites. Solicito que, caso alguma divulgação deste evento seja postada em suas páginas virtuais, nos enviem os links para que possamos copiar e incluí-las em nosso cliping. Ok?

Obrigado e grande abraço!"

Zé Roberto Graúna 

http://www.zerobertograuna.blogspot.com/

30 de jul. de 2020

A ARTE DE MAX YANTOK














(Arquivos Incríveis do João Antonio)

"Max Yantok  e o livro Quebra-Cabeça, Mágicas e Passatempos (Gertum Carneiro).
No final de sua inventiva carreira de caricaturista, Max Yantok produziu este livrinho de passatempos. Mesmo nele pode exercitar seu traço e sua imaginação fabulosa , através de cartuns e piadas. Inclusive onomatogramas."

Veja mais no facebook.

Biografia
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa208722/yantok

Max Cesarino Yantok (Soledade RS ca. 1881 - Rio de Janeiro RJ 1964). Caricaturista, chargista, pintor e violinista. Filho de João Cesarino Yantok, italiano de Sapri e descendente de ciganos do Leste europeu, não se sabe ao certo de onde é natural. Ele conta que nasce em 1881, em uma tribo indígena no interior do Rio Grande do Sul, próxima a Passo Fundo, onde seu pai se casa e permanece por um período, depois de ter imigrado para o Brasil, em 1856. Aos seis anos, em 1887, Yantok volta para Sapri com o pai. Na escola, cria o jornal Il Biricchino, onde faz sua primeira caricatura. Mais velho, estuda ao mesmo tempo violino, pintura e engenharia, mas forma-se contador e agrimensor. Por um período, não escolhe uma profissão ou um país, desenvolvendo diversas atividades. Toca violino em orquestras e muda-se com frequência. Funda em Nápoles o jornal humorístico Monsignor Perrelli e contribui em Roma e Paris com outros periódicos, como L'AsinoPêle-Mêle L'Assiette au Beurre. Vem ao Rio de Janeiro definitivamente em 1908 e começa trabalhando em O Malho, para o qual já havia mandado caricaturas. Colabora, também, com outros jornais e, por volta de 1910, cria o seu famoso personagem infantil Kaximboun, que aparece em O Tico-Tico durante quatro décadas. Em 1915, passa a publicar marcantes charges políticas em O Imparcial. Tem trabalhos publicados nas revistas D. QuixoteFon-FonO Cruzeiro e Revista da Semana, entre outras. Paralelamente, mantém a atividade de contador.

ALMANAQUE DE ARAQUE

Angelo M. S. Jr lançou
a edição comemorativa de 25 anos do Almanaque de Araque.
Pode ser adquirido direto no site Clube de Autores. 

https://clubedeautores.com.br/livro/almanaque-de-araque-25-anos-2

Ou por email...
angelomsjunior@yahoo.com.br

17 de jun. de 2020

CARTA ABERTA EM DEFESA DA LIBERDADE ARTÍSTICA E DO DIREITO AO HUMOR




Carta aberta em defesa da liberdade artística e do direito ao humor
Os chargistas, caricaturistas, desenhistas e ilustradores de todo o Brasil, que subscrevem esta carta aberta, manifestam sua solidariedade aos colegas, vítimas da intolerância e da perseguição política, assim como protestam contra a violência daqueles que procuram censurá-los.
O desprezo pela democracia dos nossos governantes chega ao ponto do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, por meio do seu ministro da Justiça, André Mendonça, solicitar à Polícia Federal e ao Ministério Público a abertura de investigação sobre uma charge de autoria de Aroeira. A imagem, uma clara alusão à ausência de políticas sanitárias em plena pandemia causada pelo vírus da Covid-19, mostra uma cruz vermelha (símbolo da saúde) transformada em uma suástica pelas mãos autoritárias do presidente. O absurdo da iniciativa fica evidente quando sabemos que “o pedido de investigação leva em conta a lei que trata dos crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, em especial seu art. 26”. O Brasil está se tornando um país onde o humor passa a ser censurado como nos piores períodos da ditadura. O que é mais estarrecedor: uma charge ou pessoas atirando fogos sobre o STF? Esta uma ação que, sim, mereceria a atenção do ministro da Justiça.
Como se isso não bastasse, os desenhistas Laerte, João Montanaro, Alberto Benett e Cláudio Mor estão sendo interpelados na Justiça pela publicação de cinco charges críticas à violência policial. Apresentada em dezembro de 2019, no jornal Folha de S. Paulo, os trabalhos despertaram a ira da Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, Defenda PM, que entrou na Justiça com pedido de esclarecimento criminal, pois as considerou “constrangedoras”.
A função de toda boa charge é a de, através do humor, refletir e comentar por meio do desenho os acontecimentos de interesse do cidadão. A charge não é uma criação do nada, mas sim o termômetro do que o povo fala pelas ruas.
Portanto, é descabida a afirmação de que uma charge possa ser “constrangedora”, quando o que deve constranger e chocar a opinião pública é o fato que a gerou. Sabemos que ao longo da história, diversas charges, cartuns e caricaturas resultaram em perseguição e represália aos artistas que as criaram, o que atesta a dimensão que o humor pode alcançar na sociedade.
Assim sendo, protestamos contra qualquer tentativa de cercear a liberdade artística, de imprensa, de consciência e o trabalho dos chargistas brasileiros que, por meio do traço, ajudam na construção de um país mais justo e solidário.

Junho de 2020

Associação dos Cartunistas do Brasil
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
AQC - Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas - SP
Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil

16 de jun. de 2020

FERDINANDO BUSCAPÉ OU JOE COMETA
















João Antonio Buhrer:
"Al Capp para mim é o máximo em quadrinhos. Estas histórias em que mistura dois personagens  numa mesma história é fantástica, foram publicadas na volta do GIBI, na década de 1970, pela RGE. Dizem que o dinheiro que possibilitou ao Roberto Marinho a montar seu império veio dos quadrinhos, assim pôde retribuir nos anos 70, republicando os clássicos. Dizem que o Gibi nesta época encalhou e deu-lhe prejuízos. O que interessa de fato aqui é a Turma do Brejo Seco e o personagem Joe Cometa, numa metalinguagem moderníssima."

https://www.facebook.com/joaoantonio.buhrer

11 de jun. de 2020

CHARGISTAS DO SEGUNDO IMPÉRIO DENUNCIARAM DESCOMPROMISSO DO GOVERNO NO COMBATE À PANDEMIA



#BordaloPinheiro e #AngeloAgostini criticaram o cinismo e o negacionismo das autoridades de então. O "E daí?" dos #genocidas da época.
"No Brasil Império, chegada de vírus mortal provocou negacionismo e crítica a quarentenas.
Documentos históricos do Arquivo do Senado mostram que, apesar da destruição que a febre amarela produzia no final do século XIX, houve políticos que minimizaram a gravidade da epidemia."