22 de jul de 2011

LANCAMENTOS DE QUADRINHOS EM SAMPA, CAMPINAS, ARARAQUARA E VIDEOS COM WORNEY


SABADO, NA HQMIX EM SAMPA, SÃO JORGE DA MATA ESCURA
(Bira Dantas)
Confesso que li a HQ em dois folegos.
No primeiro, percebi a trama montada por Marcello Fontana, personagens interessantes, roteiro bem amarrado, diálogos precisos. O prefacio, ou posfacio, nao lembro, fala de sua ligação com a cidade de Salvador, com a religiosidade do povo, com Jorge, o matador de dragões.
Num segundo fôlego, percebi a arte diversificada. Voltei ao inicio, a capa chama atenção por um cuidado esmerado na arte e composição, quase europeu. Na HQ de abertura, a arte de Cedraz e' de encher os olhos, este Mestre dos Quadrinhos, cuja historia e' tao ligada ao nordeste, a Salvador, a Sao Jorge... a pintura de suas nuvens e' quase comico-surrealista. Depois vem os desenhos super caprichados de Andre' Leal -meu ex-parceiro de revista Front- impecável. Incrível como os personagens desenhados em estilos diferentes tem tanto em comum. As ilustrações quadrinizadas de Naara Nascimento (que aprecio ha tanto tempo), deram um toque tragico-historico na HQ.
Os desenhos dao um suporte perfeito a esta historia urbano-fatidica, fechada a chave de ouro, com seu final inesperado.
Parabens aos criadores.
http://hqmataescura.blogspot.com/
23 de Julho
19:30
Livraria HQMix
Praça Roosevelt, 142
Sao Paulo SP

SEGUNDA, NA FNAC EM CAMPINAS, O ATENEU

(Foto e texto Fernando Eduardo Pacifico)
http://eptv.globo.com/campinas/variedades/NOT,1,1,359688,Bira+Dantas+transforma+classico+de+Raul+Pompeia+em+quadrinhos.aspx
"De um pequeno trabalho escolar a uma paixão, passaram-se 33 anos desde que Ubiratan Libanio Dantas de Araújo, na época com 15 anos, fez a primeira adaptação de um clássico da literatura para os quadrinhos. “Estudava no colégio Ascendino Reis (Tatuapé-SP), quando minha tarefa foi transformar “O Guarani”. Ao invés de um índio idealizado, com a minha interpretação ele ficou mais parecido com o Tarzan”, recorda-se Bira Dantas - como é conhecido - aos risos.
A antiga brincadeira deu espaço a formas mais precisas, embora sempre trabalhadas com o intuito de experimentar. Nesta segunda-feira (25), a partir das 19h, o artista lança seu terceiro trabalho na livraria Fnac Campinas do Parque Dom Pedro Shopping. Trata-se da adaptação de “O Ateneu”, romance de Raul Pompéia, publicado pela primeira vez em 1888.
O enredo é pautado pelas críticas às instituições de ensino das elites do século XIX. Bira Dantas contou que a adaptação do texto, feita por Ronaldo Antonelli em 68 páginas, manteve a introspecção e a essência das falas. “O leitor da obra original vai perceber poucas diferenças. Alguns trechos foram sintetizados para deixar a leitura mais leve e para casar com os quadrinhos e formar cenas.”
Revela que quase desistiu da adaptação. “Foi um desafio muito grande, pois é um texto pesado e que dá pouca margem para a criação visual. O fato do Raul (Pompéia) ter sido o ilustrador da 1ª versão acabou me inspirando. Consegui finalizá-lo seis meses após o prazo combinado com a editora.”, comenta.
Diferenças
O estilo “experimentador” de Bira Dantas pode ser compreendido comparando a adaptação de “O Ateneu” com suas obras anteriores: “Memórias de um Sargento de Milícias” e “Dom Quixote de La Mancha”.

No romance de Manuel Antônio de Almeida, contou ter “dado mais palpites” nas alterações do texto, com o objetivo não apenas eliminar pleonasmos provocados pela junção com imagens, mas também de oferecer um ritmo diferente. Apesar de mais leve, a obra também preservou as características centrais da história. Os quadrinhos foram feitos a partir do uso de nanquim, sombreado com grafite e cores digitais (feitas por Maurício DNA e Caio Freitas).
Por outro lado, no clássico de Miguel de Cervantes, o quadrinista foi além: inseriu o autor espanhol na trama. “Eu me senti bastante à vontade, porque existe margem para uma loucura visual”, afirmou ao mostrar que os desenhos foram feitos com o emprego de nanquim e aquarela.
Em “O Ateneu”, lápis e guache foram as ferramentas escolhidas para representar um tom mais naturalista. “Como as adaptações são voltadas para público mais jovem, tive de suavizar, por exemplo, uma cena de sexo, afinal a imagem é muito mais forte do que as palavras.“, explica.

Questionado sobre a cena favorita, Dantas não titubeou: “a sequência em que o jardineiro mata o namorado da faxineira. É um dos pontos mais dinâmicos da obra”, avalia.

Novo Projeto
Desde o início do ano, o artista pesquisa sobre “Ilíada”, poema de Homero. Segundo Dantas, o objetivo em inovar continua. “A minha intenção é a de colorir os quadrinhos usando a tablet. Embora o recurso seja diferente, a característica do meu “traço” vai permanecer”. A previsão é de que o lançamento aconteça em 2012.

Sobre a importância das adaptações como incentivadoras do hábito da leitura, o ilustrador mostrou-se feliz com o resultado. “É uma alegria grande, pois as obras acabam por satisfazer quem conhece os originais e também levam os novos leitores a querer conhecer a versão tradicional.”

Bira Dantas
Paulistano, Dantas mora em Campinas e trabalha com HQ, ilustrações e charges desde 1979. Além de ilustrar livros e materiais produzidos por sindicatos, foi desenhista da revista em quadrinhos “Os Trapalhões” e colaborou para as revistas Pântano, Tralha, Porrada e Megazine, além dos jornais Retrato do Brasil, Diário do Povo (Campinas) e Folha da Tarde (SP). Dentre os prêmios mais importantes que recebeu estão: Prêmio do Salão de Humor do Chipre, em 2002 (primeiro prêmio internacional); Ângelo Agostini em 2005 (como melhor cartunista brasileiro) e HQMix em 2009 (pela melhor adaptação em quadrinhos com "Dom Quixote").

Atualmente, Bira Dantas é professor de charge, cartum e caricatura na Escola Pandora, em Campinas, e produz diariamente as tiras do “Tatu-Man”. Neste ano, o artista participou do Festival de Quadrinhos em Angoulême, na França.
Destinada a estudantes do ensino fundamental e médio, a adaptação de “O Ateneu” faz parte da série “Literatura Brasileira em Quadrinhos”. A obra foi lançada primeiramente na capital paulista, no mês de junho."

Serviço:
http://www.fnac.com.br/LojasEvento.aspx?idLoja=5&dtEvento=17
O quê: Lançamento da adaptação em quadrinhos de “O Ateneu”
Quando: Segunda-feira (25), a partir das 19h
Onde: Livraria Fnac – Shopping Parque Dom Pedro
Avenida Guilherme Campos, 500, Jardim Santa Genebra
Informações: (19) 2101-2000 ou
http://www.ateneuhq.blogspot.com

AGITO CAMPINAS
http://www.agitocampinas.com.br/eventos/lancamento-do-livro-o-ateneu/10766

IMPULSO HQ
http://impulsohq.com/noticias/o-ateneu-em-quadrinhos/
Lançamento de livro O Ateneu conta com a presença de Bira Dantas para um bate-papo e noite de autógrafos
Adaptação em quadrinhos apresenta o romance mais popular de Raul Pompéia, que foi publicado originalmente em 1888, primeiro em folhetins e logo depois em livro. A obra traz o drama de um menino que, arrancado do lar, é enviado para um internato.
Com texto de Ronaldo Antonelli (que nao estará presente no lancamento) e ilustrações de Bira Dantas, a HQ que faz parte da
coleção Literatura Brasileira em quadrinhos da editora Escala Educacional, traz um belo roteiro e traços divertidos e coloridos, que aproxima o jovem leitor do estilo realista da obra original.
O primeiro bate-papo foi no dia 11 de junho, sábado, na HQMIX Livraria. Quem não compareceu nesse dia terá uma segunda oportunidade no dia 25 de julho, segunda-feira, na FNAC Campinas, a partir das 19h."

O Ateneu em Quadrinhos
Autor: Raul Pompéia
Roteiro de: Ronaldo Antonelli
Ilustrações de: Bira Dantas
Editora: Escala Educacional
17 x 24 cm
Lombada quadrada
4 cores
64 páginas
R$ 23.90

FNAC Campinas
Shopping D. Pedro
CAMPINAS – SP

EM ARARAQUARA, TURMA DO PIPOCA E NANQUIM LANCA LIVRO SOBRE HQ

http://eptv.globo.com/lazerecultura/NOT,3,7,359170,Livro+reune+historias+de+4+herois+das+HQs+adaptadas+para+o+cinema.aspx
(Fabiana de Paula)
“Quadrinhos no Cinema – O Guia Completo dos Super Heróis”, escrito pelo trio de amigos Alexandre Callari, Bruno Zago e Daniel Lopes, com enfoque para os personagens Thor, Capitão América, Lanterna Verde e Conan.
Colecionador de quadrinhos desde 1987, o escritor Alexandre Callari, de 35 anos, explica porque personagens como Besouro Verde e os mutantes X-Men, que também tiveram suas histórias adaptadas para o cinema recentemente, ficaram de fora do guia. “O Besouro Verde é um personagem de pouca expressão nos quadrinhos e a história dos X-Men renderia um livro só para ela e se tornaria uma obra monstruosa, o que inviabilizaria o projeto.”
O livro lançado pelo selo Generale
http://www.editoraevora.com.br/livro/quadrinhos-no-cinema.aspx
braço da editora Évora focado na cultura pop, traz desde curiosidades da biografia dos autores a dicas de quadrinhos considerados essenciais para o melhor conhecimento dos personagens. Segundo Callari (foto ao lado), o objetivo do trio era reunir em uma mesma obra informações que suprissem a curiosidade do leigo em HQs, que acabou de ver o filme e deseja se aprofundar na história, e que também não desapontasse os leitores assíduos dos quadrinhos. “O grande desafio foi fazer um livro que agradasse ao fã e que ao mesmo tempo não fosse altamente técnico para aqueles que acabaram de ver o filme e querem saber mais detalhes sobre os super-heróis. Tentamos fazer um livro que agradasse tanto ao iniciante quanto o fã que já conhece as histórias.”
O processo de desenvolvimento levou um ano entre pesquisas, produção e formatação. O resultado é uma obra de 240 páginas com centenas de ilustrações dos quatro super-heróis. O trio de autores se conheceu durante uma exposição dos quadrinhos de Callari, que atualmente conta com um acervo de mais de 11 mil publicações, no Sesc Araraquara. O publicitário Bruno Zago, assim como Callari, mora em Araraquara e o economista Daniel Lopes, vive em São Carlos. Os três são responsáveis pelo site Pipoca e Nanquim
http://pipocaenanquim.com.br/
especializado em quadrinhos e cinema, e juntos apresentam o programa de mesmo nome veiculado aos fins de semana na TV e rádio Uniara.

WORNEY FALA DOS CLASSICOS

Abaixo links de duas entrevistas para a TV UOL sobre lançamentos produzidos pelo diretor da AQC (e ex-editor do tambem classico fanzine Quadrix): "Garra Cinzenta" pela Editora Conrad e "Messias de Mello e o Espiritismo" pela Editora Marca da Fantasia.
Worney fala do Garra Cinzenta
http://tvuol.uol.com.br/#view/id=livro-garra-cinzenta-04024E1C3768D4C11326/mediaId=11854789/date=2011-07-22&&list/type=search/q=GIBI%20RARO%20CLICTV/edFilter=all/

E fala de Messias de Mello
http://tvuol.uol.com.br/#view/id=messias-de-mello-e-o-espiritismo-04020C1B3368D4C11326/mediaId=11854360/date=2011-07-22&&list/type=search/q=GIBI%20RARO%20CLICTV/edFilter=all/

Worney Almeida de Souza
http://produtoraculturalwaz.wordpress.com/about/
Jornalista, pesquisador, produtor, editor, arte educador produtor de eventos e exposições e colecionador de quadrinhos.
Escreveu e produziu para as editoras: Press, N.G., Nova Sampa, Maciota, Combat Sport, Ondas, D-Arte, Vidente, Conrad, Ícone, Canaã, Xanadu, Gênero, Midwest, Activa, Opera Graphica, Escala, Minuano, Xamã e Mythos.
Editou, produziu, escreveu, diagramou e distribuiu, entre outros, os fanzines: “Quadrix”, “Seleções do Quadrix”, “Boletim da AQC-ESP”, “Boletim do Comix Club”, “Lixo Cultural”, “Rabo de Peixe” e “Rabo de Peixe Express”.
Colunista sobre revistas em quadrinhos e cultura pop dos seguintes jornais: Jornal “Hora do Povo” – São Paulo – diário (desde 1989 a 1999) (mais de 1.200 artigos publicados), “Jornal do Cambuci e Aclimação” – São Paulo – semanal (1991 a 2004), “Folha do Comércio de Santana” – São Paulo – semanal (desde 1995 a 1998), “Jornal do Centro – São Paulo” – quinzenal (1993 a 1996), “Jornal de Santana” – São Paulo – semanal (1992 a 1995), “Jornal Vitrine Especial” – Taboão da Serra – semanal (1994 a 1995), “Folha da Tarde” – São Paulo – semanal (1984 e 1992), “Jornal Leia SP” – São Paulo semanal (1992 a 1993) e “Jornal Vila Maria Express” – São Paulo (1994).
Produtor das 25º edições do Prêmio Angelo Agostini – O Dia do Quadrinho Nacional, desde 1983, Exposição dos 80 anos da revista “O Tico Tico”, em 1985, exposições e eventos vinculados à AQC-ESP, desde 1983 e lançamentos de publicações do Comix Club (1994 a 2005).
Participou nas publicações “Colunistas Brasileiros – 1995″ e “Colunistas Brasileiros – 1998″, do Sindicato Jornalistas de São Paulo.
Criou e operou as distribuidoras de revistas: Comix Club (1995 a 1999) e Dacta (2000 a 2008).
Trabalhou na Assessoria de Secretaria Municipal de Abastecimento – PMSP (1987 a 1988), atendimento à mídia e no Núcleo de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde-Covisa-PMSP (2005 a 2008 ) na operação e redação da página eletrônica.
Arte educador ministrando oficinas sobre Histórias em Quadrinhos na Fundação Casa de São Paulo (SP) (2007,08 e 09 ).
Reconhecido em: Prêmio Maciota -Melhor Fanzine de 1986 (“Quadrix”), Prêmio Angelo Agostini – Melhor Lançamento de 1988 (“Garra Cinzenta”), Prêmio do Festival do Gibi – Gibiteca de Curitiba em 1989 (“Quadrix”), Prêmio Jayme Cortez de 1991 – Incentivo ao Quadrinho Nacional, Prêmio-participação Semana de HQ de Ferraz de Vasconcelos de 1995, Prêmio HQ MIX – Melhor Graphic Novel Nacional de 1995 (“À Meia Noite Levarei sua Alma”) e Prêmio Bigorna – Grande Contribuição à HQ Nacional de 2008.