4 de out de 2011

XIRU LAUTERIO, DO BYRATA, QUADRINHOS GAUCHOS


(Bira Dantas)
Recebi a incumbência de ser o embaixador do Xiru em São Paulo.
Baahhhhhh! Tarefa fácil, haja visto que fui com a cara deste herói dos campos gaúchos, na primeira olhada de esgueio e fiz até uma tira do meu Tatu-man com o dito-cujo.
Aventura, regionalismos, ficção, ação, dinossauros, peonices, comilança e muito chimarrão, que ninguém é de ferro.
Se Byrata não desenhasse tao bem, valeria pelo "story-telling" (de primeira linha), se não tivesse isso, valeria pelo roteiro, escrito com maestria dos grandes. Se não fosse por tudo isso, valeria pelo humor e falas gauchescas, que tanto agarrei a curtir. Roteiro, desenho, arte-final de Mestre! Byrata é tudo isso. Um Mestre mesmo com "M" maiúsculo, como Flavio Colin, Shimamoto, Jayme Cortez, Nico Rosso, Eduardo Vetillo, Zalla e Colonese. O cabra é bom em tudo, do desenho a arte-final, do básico ao acabamento. Por isso, guri, largue dessa externet (internet é pra dentro, pra fora é externet mesmo, como explicou o mecânico Paulão da Grande Familia) e procure adquirir o seu exemplar, ferva água, prepare o mate na cuia e sorva, chimarrão e Xiru Lauterio, sem moderações, tchê.

Extraido do Blog do Byrata:
"Após mais de quatro anos de trabalho, foi lançado o novo álbum em quadrinhos do Xiru Lautério. Uma eletrizante aventura com 100 páginas de emoção.
1.116 horas trabalhadas + 800 desenhos = 371 tiras e 100 páginas de quadrinhos!
Byrata explica a epopeia:
"A execução deste trabalho foi iniciada em 2007 e a última página foi finalizada no dia 20 de agosto de 2011. Como o autor precisava sobreviver, muitas vezes abandonou-o, relegando-o ao segundo plano, para depois retomar novamente. Durante esse tempo todo, foram realizados mais de 800 desenhos, dispostos em 371 tiras, que compuseram 100 páginas de quadrinhos, uma verdadeira super produção de HQ.
O material gasto gira em torno de: 150 páginas de rascunho, 110 páginas de papel A4, gramatura 180, para arte final, 2 tubos de nanquim profissional TRIDENT, de 20 ml, cada. 2 pincéis finos, 01 e 02, 15 canetas STAEDTLER, pigment liner, 0.3 e 0.6. Vários pacotes de erva mate, além de muita paciência, pesquisa e persistência.
Foi um prazer imenso desenhar esta história, sobre a qual me debrucei por muitas horas, durante inúmeras manhãs, tardes e noites e em muitas madrugadas adentro, por vezes solitário, mas sempre na companhia dos meus fiéis cães Jack e Cabo Toco. O Jack, velhinho e alquebrado, não aguentou esperar e subiu. Contei também com a inestimável companhia dos amigos e familiares e agora posso, finalmente comemorar o final deste prazeroso trabalho”.

Um personagem gaúcho e brasileiro:
Xiru Lautério, o personagem criado por Byrata, é quase triássico. Nasceu na década de 70 quando foi publicado em tiras semanais, nas páginas dos jornais O Semanário, de Tupanciretã e Diário Serrano de Cruz Alta.
Em 1975, por iniciativa do autor, todas essas tiras foram reunidas e publicadas numa revista, impressa pela Gráfica Metrópole de Porto Alegre, com apresentação de Antônio Augusto Fagundes.
Já na década de 80, o personagem voltou a ser publicado em tiras diárias no jornal A Razão, com o episódio Xirú Lautério Contra a Morte. Essa história gerou outra, inédita, intitulada O Náufrago, que se encontra engavetado até os dias de hoje, aguardando oportunidade para ser publicada.
A história do Xiru e os Dinossauros também foi concebida há bastante tempo, mais precisamente no início da década de 90, quando seu autor tomou conhecimento da história dos fósseis encontrados em Santa Maria e região. Estimulado pela criação do Quadrinhos SA - Núcleo de Quadrinhistas de Santa Maria e com o surgimento do fanzine Quadrante X, publicação periódica do Núcleo, Byrata passou a desenvolver essa história em partes de 4 a 5 paginas cada uma.
Em 2007, é lançado o Xiru Lautério e Os Dinossauros I, com a coleção das tiras publicadas no Quadrante, apresentando a primeira parte dessa história que agora se completa com a publicação da segunda parte intitulada Xiru Lautério e Os Dinossauros II - Campereando na Pré-História.
Tanto tempo entre uma publicação e outra se devem, como já foi falado, a necessidade de sobrevivência do autor, que se dedica profissionalmente a produção gráfica, ilustrações e a promoção de palestras, cursos e oficinas de desenho e histórias em quadrinhos, mas também porque, após lançar a primeira parte do Xiru e os Dinossauros, Byrata foi contratado para fazer uma aventura de seu personagem contando a história do Esquadrão Centauro, que em 2008 comemorou seus 30 anos de existência. Esse trabalho foi desenvolvido em oito meses, envolvendo a criação de pesquisa, roteiro e quadrinização, resultando em um magnífico álbum de 56 páginas de quadrinhos, que não contou somente a história do Esquadrão Centauro, mas a da aviação no mundo, a da Força Aérea Brasileira e da aviação em Santa Maria.
O álbum foi intitulado Xiru Lautério e Os Centauros e foi distribuído entre as principais unidades da Força Aérea Brasileira e foi indicado juntamente com o Xiru e Os Dinossauros I, para o prêmio Ângelo Agostini, que reconhece o trabalho dos principais quadrinistas brasileiros.

Xiru e os dinos, a saga agora se completa:
Dois temas importantes e universais fazem parte deste enredo: a Formação de Desertos no Rio Grande do Sul e os Dinossauros e Répteis do Período Triássico no Rio Grande do Sul, cujos fósseis são encontrados em abundância na região central de nosso estado e principalmente em Santa Maria, considerada o berço mundial dessas criaturas pré-históricas.
Através de uma história de humor e ficção Byrata pretende provocar no leitor a reflexão sobre esses temas importantes e sempre atuais, garantindo também o interesse pela leitura desse episódio em que o Xirú, herói tipicamente gauchesco ganha força e vitalidade, sempre na busca pela criação de um personagem genuinamente brasileiro."


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